A bolha dos aplicativos, e a próxima era dos PWA’s
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Olhe para seu smartphone agora mesmo e se pergunte: você fez o download do aplicativo do Shopping que mais frequenta? E da franquia de restaurantes? E da agência de viagens?

Pois é, eu também não.

Conte o número de aplicativos que você tem em seu telefone. É provável que, se você remover os apps pré-instalados do fabricante [que não podem ser excluídos], você terá, no máximo, 100 aplicativos. Aqueles que você usa com frequência, provavelmente, somam menos de 30.

Muitos aplicativos retardam o seu telefone. Eles ocupam espaço de memória, executam processos em segundo plano e sempre verificam se há notificações por push, mesmo quando não estão em uso.

Os aplicativos deveriam cumprir um propósito frequente e funcional, em vez de apenas fornecer informações ou serviços pontuais.

Quando os smartphones apareceram pela primeira vez, grandes empresas correram para criar aplicativos. Então, elas perceberam que era uma verdadeira dor de cabeça mantê-los. Toda vez que você atualiza informações em seu site ou promove um produto, você precisa fazer o mesmo em seu aplicativo. E toda vez que um fabricante de celulares atualiza seu sistema operacional, você precisa depurar seu aplicativo para garantir que ele continue funcionando. Além disso, há o trabalho de gerenciar bugs em diferentes marcas, modelos e tamanhos de tela, sem contar as dificuldades de aprovação ao tentar enviar um aplicativo para a AppleStore, por exemplo. Se você já esteve envolvido no desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis, sabe do que estou falando.

Um bom exemplo de como isso está mudando é como restaurantes e cafés estão se integrando aos aplicativos de entrega de alimentos (iFood, UberEats), em vez de manterem seus próprios sistemas de pedidos e entregas online. Por sua vez, esses aplicativos de distribuição de alimentos estão se consolidando também como aplicativos de carteira móvel ou compartilhamento de viagens para fornecerem sinergia e conveniência aos usuários.

Para refletir

Os aplicativos ganharam esse nome, em primeiro lugar, graças à Apple. Ela chamava de aplicativos todos os softwares instalados localmente em seus computadores para diferenciar seu sistema do Windows (que os chamava de programas). Você instalaria tantas peças diferentes de software em seu laptop ou PC quanto em seu telefone?

Manter um aplicativo móvel exige tempo, esforço e dinheiro, especialmente quando sistemas operacionais como iOS e Android são atualizados com tanta frequência. Você percebeu que, toda vez que atualiza o software em seu telefone, algo dá errado em um dos seus aplicativos? Os aplicativos nativos não são mais tão necessários quanto eram antes. A consolidação está se aproximando e a era do “há um aplicativo para isso” está chegando ao fim.

PWA

A tecnologia que tem transformado esse cenário se chama PWA (Progressive Web Apps), que nada mais é do que fornecer ao usuário todos os recursos de uma plataforma, como se fosse um app, porém, sem necessariamente ser um app nativo, ou precisar ser instalado através das lojas de aplicativos. Mas como isso pode ser possível?

No vídeo abaixo, um exemplo de um PWA divulgado pelo Google:

E, a seguir, um exemplo que eu mesmo desenvolvi para demonstração (ANDROID) para um cliente:

Abaixo, uma demonstração no iOS em projeto real:

Assista também a esse vídeo, que demonstra a diferença de velocidade entre um app com PWA e outro comum:

O conceito de Progressive Web App (aplicativo progressivo para a web) é um pouco diferente. Ele começa como uma simples aba no Chrome e se torna “progressivamente mais app” à medida em que você engaja e interage com ele. Até chegar ao ponto em que basta você adicionar o Web App à sua página inicial e pronto: ele passa a adquirir funções que antes eram exclusivas de aplicativos nativos: geolocalização, notificações, uso offline etc.

Vantagens para o usuário

A principal vantagem para o usuário é a de não precisar se comprometer a baixar um aplicativo antes mesmo de saber se valerá a pena ou não. Esse é um dos maiores problemas dos apps nativos de hoje. Os Progressive Web Apps prometem deixar essa barreira completamente invisível e gradual. Nada de ter que ir até a app store, esperar o download do app, abri-lo pela primeira vez ou ter que se cadastrar antes de começar a usá-lo.

Com a combinação da tecnologia certa (possibilitada pelos browsers mais modernos) e o design certo (um fluxo de engajamento que não tenha barreiras ou fricção), em pouco tempo, as empresas podem começar a experimentar essa solução híbrida e progressiva de aplicativos.

Vantagens técnicas

Além da vantagem para o usuário de não precisar passar por todo o processo de download e instalação do aplicativo nativo, os aplicativos web progressivos também apresentam vantagens técnicas quando comparados aos aplicativos nativos e aos aplicativos web. Dá uma olhada na lista criada por Alex Russel em seu blog:

  • Responsivo: se encaixa mais facilmente em qualquer resolução de tela;
  • Independente de conexão: com a tecnologia de Service Workers, o aplicativo pode funcionar até quando o usuário está offline;
  • Interações tão avançadas quanto de apps;
  • Sempre atualizado: o usuário não precisa baixar uma atualização do app de tempos em tempos. Como está tudo na web, na próxima vez que ele abrir o app, a nova versão já estará lá;
  • Seguro: o conteúdo do app é servido com TLS para prevenir intrusos;
  • SEO-friendly: os mecanismos de busca conseguem encontrar o conteúdo dos aplicativos, o que consequentemente beneficia tanto os usuários quanto as empresas;
  • Re-engajável (ops, tradução bizarra): os aplicativos web progressivos permitem enviar notificações aos usuários para trazê-los de volta à experiência com o passar do tempo;
  • Instalável: podem ser adicionados à home screen do celular, permitindo que os usuários salvem os aplicativos que eles considerarem mais úteis ou importantes;
  • Linkável: mais fáceis de compartilhar conteúdo ao enviar o link para alguém.

E uma das principais vantagens é o tempo e custo de desenvolvimento, já que com essa tecnologia do PWA, serão necessárias menos horas de programação sem a necessidade de fazer duas versões (uma para Android e outra para iOS), já que um único PWA serve a qualquer sistema operacional. Isso gera uma economia significativa no valor final do projeto.

Será que a moda pega?

Algumas informações que confirmam que os PWAs vieram para ficar:

  • Nos Estados Unidades, apps como Uber, StarBucks e Tinder já são em PWA;
  • A Apple está investindo em uma maior portabilidade entre os dispositivos que ela produz, ou seja, um mesmo app poder ser usado no iPhone, iPad e Macs com uma única instalação… usando PWAs!
  • O Shopify pede a seus clientes que além da loja, eles tenham um PWA;
  • A versão web do Telegram é baseada em PWA (principalmente para que o usuário possa continuar vendo as mensagens recebidas mesmo se estiver sem internet);
  • A popular loja virtual da AliExpress é desenvolvida em PWA na sua versão mobile;
  • A versão mais leve do aplicativo Twitter, o Twitter Light, é feita com PWA;
  • A versão mobile do site da Forbes é desenvolvida usando a tecnologia do PWA ;
  • A versão mobile do site do Pinterest é desenvolvida usando PWA;

Desde o início de 2018, ofereço para meus cliente a opção de terem aplicativos baseados em PWA. Os que toparam tiveram resultados excelentes tanto para o negócio quanto para a experiência do usuário!

Projetos que desenvolvi que estão com suas versões mobiles usando PWA:

  • HighEvent360 Plataforma 360º para administração de eventos (veja esse case);
  • MagicTree: plataforma interativa para ensino de idiomas (veja esse case).

REFERÊNCIAS

  • O fim está próximo para aplicativos móveis, por Lance Ng (https://medium.com/s/story/mobile-apps-will-disappear-soon-4b4e54f46eb8);
  • O que são Progressive Web Apps?, por Fabrício Teixeira (https://brasil.uxdesign.cc/o-que-s%C3%A3o-progressive-web-apps-86e1b5306051);
  • 11 exemplos de aplicativos da Web progressivos, por The Manifest (https://medium.com/@the_manifest/11-examples-of-progressive-web-apps-944f6db25a5a);

Esse texto foi revisado por Lígia Menezes da Mandala Conteúdos

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