Gnomos, Duendes, Goblins e Leprechauns

Publicado em 13/10/2018

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Referências históricas e referências mágicas

É comum as pessoas usarem “anões de jardins”, ou mesmo pequenas estatuas de gnomos em suas casas, e claro, na cultura pop, o uso desses peculiares seres as vezes bons, as vezes maus, e geralmente com uma conduta ligada a proteção de bens preciosos, inteligência, astúcia e até mesmo ganancia, desonestidade e confusão. Vamos analisar aqui origens, diferenças entre “Gnomos”, “Duendes” e “Goblins”, fazendo distinção entre referências históricas, e a presença desses elementos em culturas mágicas.

Um Gnomo é uma criatura mitológica, incluída entre os seres elementais da terra. São costumeiramente representados como pequenos humanoides que vivem sob a terra, em minas ou em ocos de troncos de árvores, onde guardam seus tesouros. O mais antigo texto que se conhece mencionando este ser é o Liber de Nymphis, sylphis, pygmaeis et salamandris et de caeteris spiritibus, escrito pelo alquimista Paracelso no século XVI.

Na sua classificação dos espíritos elementais (o caráter essencial dos elementais é animar instantaneamente as formas de substância astral que se condensa em volta deles), Paracelso divide-os em quatro tipos: as salamandras (do fogo), as ondinas (da água), os silfos (do ar) e os gnomos (da terra). O nome, segundo alguns autores, pode vir do latim medieval gnomos, originado do grego clássico gnosis (“conhecer”). Outra teoria é de que venha do grego genomas (“terrestre”). Em 1583, a palavra gnome passou a figurar nos dicionários franceses, com o significado de “pequenos gênios deformados que habitam a Terra”.

Já um Duende, apesar de semelhante, tem algumas características que os diferem de Gnomos, parecem ter mais um “instinto” do que uma racionalidade como é proposto que os Gnomos tenham. A palavra é usualmente considerada equivalente à palavra inglesa sprite, ou à japonesa yōkai, e é usada indiscriminadamente como um termo guarda-chuva para abrigar todas as criaturas semelhantes como goblins, pixies, elfos, gnomos etc, ou seja, seres mágicos. Geralmente são descritos como tendo entre 15 e 30 cm de altura, tendo como característica notável a cabeça em formato cônico (muitas vezes independentemente de possuir chapéu), personalidade extremamente volátil e atributos encantados como a capacidade de atravessar paredes, teletransportar objetos e pessoas, mudar de forma e cor, e alta velocidade. São criaturas que não guardam qualquer receio com o ambiente urbano e, curiosamente, há muitos relatos de aparições em construções inacabadas. Gostam de espreitar pelos cantos, observando os habitantes da casa e pregando-lhes peças, como o sumiço de objetos, abertura de portas, produção de ruídos, dentre outras perturbações — sendo capazes até de matar animais de estimação. Apesar de muitos acreditarem que são seres amigáveis, há relatos de diversas aparições ameaçadoras, inclusive com o emprego de violência. Nestas ocasiões os relatos são quase que unânimes em descrever que tais seres surgem de repente, em situações normais do cotidiano (enquanto crianças brincam em construções, pessoas observam árvores no quintal, embaixo de camas, dentro de guarda-roupas etc) portando pequenas facas, dando gargalhadas em tom de sarcasmo e deboche para com a testemunha, acuando-a e sumindo de repente. Estranho o fato de não ser possível identificar uma motivação para tais atitudes — por isso talvez que se diga que a personalidade destes seres é volátil. Porém para tais relatos, é importante saber que relatos feitos por pessoas comuns, estão recheados de exageros e coisas que elas “acham” terem visto ou ouvido.

Os Goblins são criaturas geralmente verdes que se assemelham muito aos duendes. Fazem parte do folclore nórdico, nas lendas eles vivem fazendo brincadeiras de mau gosto. Podem ser equiparadas aos trasgos e tardos do folclore português. Os nórdicos por viverem em um ambiente mais rígido, a imagem desse ser é mais forte e capaz de feitos maiores como portar espadas e armas, o que explicaria a transposição para a cultura européia com clima e cultura mais ameno, e assim esses seres perderam força física e o porte de armas maiores. O termo goblin origina-se do francês antigo “gobelin”, evoluído do latim medieval “gobelinus”, que parece estar relacionado a “cobalus”, do grego κόβαλος (kóbalos): “enganador” ou “desonesto”. Os goblins são normalmente associados ao mal. Diz-se que são feios e assustadores, fazem feitiçarias, estragam a comida, travam guerras contra os gnomos. Os RPGs normalmente incluem goblins em sua galeria de seres. Em algumas mitologias os goblins possuem grande força. Normalmente por serem seres de pouca inteligência e hábitos selvagens, moram em cavernas ou pequenas cabanas construídas com paus e peles de animais.

Os Goblins aparecem em várias ocasiões nos livros da série de literatura infanto-juvenil da autora britânica J. K. Rowling, Harry Potter. Nos livros da série (em que eles são chamados, na tradução para o português tanto de Portugal como do Brasil de “Duendes”), os goblins são descritos como criaturas de médio porte, de aparência humanoide, atarracadas e com longos narizes e orelhas. Extremamente inteligentes, de grande poder e sabedoria, ainda que não sejam inteiramente confiáveis. São ambiciosos, e dão muito valor à riquezas, como ouro e joias. Raramente demonstram confiança por outros seres.

Leprechaun

Figura mitológica do folclore da Irlanda, o leprechaun (pronuncia-se /LÉP-re-coun/) é apresentado como um diminuto homenzinho, sempre ocupado a trabalhar num único pé de sapato no meio das folhas de um arbusto ou “sob uma folha de labaça”. Ele é tido como o sapateiro do povo das fadas. Também são conhecidos pelos nomes de Tumores, Duendes ou Gnomos.

Os leprechauns são considerados guardiões ou conhecedores da localização de vários tesouros escondidos. Para obter tais tesouros (normalmente um pote de ouro) é preciso capturar um leprechaun e não o perder nunca de vista. Caso contrário, ele desaparece no ar. Como diz Brian Froud, “Como acontece com todos esses seres (encantados), é importante que você veja o leprechaun, ou duende irlandês, antes que ele o veja, pois ele se torna então mais cooperativo e talvez possa até levá-lo a um de seus potes de ouro escondido. Mas ele é muito astuto e traquina, capaz de desaparecer num piscar de olhos”. Acredita-se que eles também tenham uma moeda de prata mágica, que volta a sua bolsa, depois de ser gasta.

Os leprechauns são descritos como sempre alegres e vestidos à maneira antiga, com roupas verdes, um barrete vermelho ou um estranho chapéu de três pontas, avental de couro e sapatos com fivelas. Esses duendes são frequentemente associados ou confundidos com os cluricaun, criaturas mágicas que habitam adegas e depósitos de vinho. Segundo alguns autores estes dois seres encantados poderiam até ser duas formas diferentes do mesmo ser, tomadas em diferentes momentos do dia ou do ano.

O nome leprechaun é possivelmente originário do Gaélico luacharma’n, significando meio-corpo (no sentido de pequeno) ou leith brogan que significa sapateiro. Outra interpretação para a origem do termo seria a de que leprechaun vem de Luch-chromain, Gaélico para “pequeno Lugh corcunda”.

O leprechaun aparece nas lendas e folclore irlandês. Lá, é conhecido como um pequeno homem de roupas verdes, olhar simpático e um cachimbo na boca. Geralmente vivem em pequenos arbustos, em bosques ou florestas. São conhecidos por serem os sapateiros das fadas, e, diz-se que fazem só dois sapatos por ano. Os Leprechauns não gostam de humanos e têm medo deles, mas quando se vem com boas intenções, eles dão-nos um par de sapatos. Os sapatos que eles fazem são muito bonitos e são feitos de materiais naturais, tais como, flores e gotas de orvalho. Além do seu cachimbo, estão sempre acompanhados pelo seu pequeno, velho e gasto martelo. O Leprechaun é muito pequeno, medindo 30 a 50 cm de altura.

Em “The Pagan Tarot”, é retratado um elemental da Terra “um Gnomo”, mas reparem que as roupas e acessórios dele parecem mais como as de um Leprechauns;

Gnomos e Duendes na Magia

Os trechos a partir daqui podem se diferenciar dos trechos acima, já que são relatos sobre as origens mágicas desse elementos, o que podem conter diferenças sobre o que temos de documentação histórica.

Os Gnomos são seres quase esquecidos. Uma vez que trabalham na floresta durante à noite e algumas vezes nas casas dos humanos. A palavra Gnomo é derivada de KUBA-WALDA, que em alemão antigo quer dizer “administrador da casa”, ou mesmo “espírito da casa”. Antigamente eram vistos e aceitos pela sociedade, mas isso aconteceu numa época em que as àguas eram límpidas e as matas todas virgens. Depois disso, tudo mudou, e os gnomos foram obrigados a se retirarem da sociedade, indo para os esconderijos nas florestas, muitas vezes subterrâneos e de acesso tão difícil que desde então a crença neles tem decrescido.

O mundo das fadas afasta-se cada vez mais daquele em que Cristo predomina. Nada tenho contra o Cristo, apenas contra os seus sacerdotes, que chamam — criaturas mágicas — de Demônio e negam o seu poder no mundo. Alegam que, no máximo, esse seu poder foi o de Satã.

Entretanto, mesmo sem vê-los sabemos que existem lindos coelhos nas campinas e que os alces habitam os bosques. Assim é o com os Gnomos: você pode não vê-los, mas eles estão lá.

Morag — Gnomo do Amor
Gnoa — Gnomo da Criatividade
Sagmo — Gnomo da Casa
Gobe — Gnomo da Sabedoria
Moveg — Gnomo dos Vegetais
Migsa — Gnomida Professora

Conhecidos pelos seus poderosos encantamentos e grande habilidade de lidar com cristais energéticos, os gnomos fizeram uma fama pelo sua grande inconfiabilidade e sua extrema capacidade de atiçar a curiosidade das pessoas contando histórias de locais inexplorados, cheios de ouro. É interessante a história que contam sobre o Reino Mágico, situado a oeste, na distante região de Urganplor. De físico são pequenos, alcançando no máximo 1,34 e pesando entre 20 a 30 quilos. Os gnomos possuem grandes narizes redondos, olhos aguçados e longos cabelos, que chegam facilmente a se arrastar no chão quando não são cortados. Os gnomos possuem pele cinza, e cabelos violetas, mas não raro, a cor do cabelo pode variar a azul ou vermelho, até mesmo branco. As cores dos olhos variam na mesma gama de cores. Como raça são unidos, mas muito atrapalhados.

São nômades, vagando em caravanas confusas, cheias de penduricalhos e remendos. A sociedade dos gnomos, é cheia de regras aparentemente inúteis, mas muito importantes na vida do gnomo. Entretanto são bons lapidadores, e a maioria das jóias mágicas que você irá encontrar em suas jornadas serão de fabricação gnômica. Caso você encontre uma destas jóias a venda, não hesite em comprá-la. Qualquer joia encantada por um gnomo vale a pena possuir. Entretanto, infelizmente, elas não serão baratas.

Direi que existe uma crença errada sobre os gnomos, mesmo naqueles que acreditam em sua existência, pois, sabemos que o acreditar ou não, em seres que não pertençam à nossa espécie, está dentro do livre arbítrio do homem.

Os que acreditam nos gnomos estão errados quando os supõem seres da natureza, como os elementais que são invisíveis embora possam se materializar.

Os elementais são difíceis de ver porque raramente se materializam, os gnomos são materiais e são difíceis de serem visualizados por seu tamanho e porque se apartaram de nossa espécie e vivem isolados.

Adoram frutas, mas naturalmente, em seu sentido de humor que se faz notar em cada uma de suas afirmações, — para comer um melão ou uma melancia, teríamos que nos meter dentro -. E eu pensei no que diriam se conhecessem o tamanho de uma jaca.

O morango, a cereja, a groselha e a amora silvestre são suas frutas preferidas. E não as comem como sobremesa e sim, começam com elas as refeições, assim como em alguns países da América Latina, Colômbia entre eles, se começa a refeição com salada de frutas.

Idioma: têm sua própria linguagem;
Demostrações de afeto: esfregam o nariz;
Tato: possuem nos dedos a mesma sensibilidade das pessoas cegas;
Audição: muito mais aguçada do que a do homem;

Duendes

Os Duendes são alegres, amam festas, músicas e danças. O comportamento varia em geral baseiam em atitudes humanas por estarem próximos aos homens. Esta aproximação sempre é favorecida quando o ser humano está mais frágil e sensível. Os Duendes são ligados à Terra e geralmente conseguem controlar imprevistos da natureza. Os Duendes vivem vários anos e chegam a constituir famílias. Adoram comer e fazer brincadeiras tais como esconder objetos. Alguns possuem orelhas grandes e pontudas e grande quantidade de pelos no corpo. Quando confiam nos homens se tornam fiéis e grandes protetores.

Magnodum — Duende da Magia
Tende — Duende da Sorte
Dunaz — Duende da Natureza
Dulei — Duende da Alegria
Duendo — Duende da União

Bônus: Os Sete Anões em A Branca de Neve

A popular história da Branca de Neve e os Sete Anões, eternizada principalmente por Wall Disney, é conhecida por todos, o que poucos sabem, é que os Sete Anões representam os sete pecados capitais que a Branca de Neve precisa dominar dentro de si mesma (por isso os anões trabalhavam em minas de mineração procurando ouro e pedras preciosas, ou seja, o melhor que havia dentro dela), a história subconscientemente nos conta o amadurecimento da menina que deixa de rivalizar com a mãe, aprende a ser uma mulher e quando pronta, desperta para o amor e poderá viver como uma mulher madura;

REFERÊNCIAS

Gnomos — https://pt.wikipedia.org/wiki/Gnomo

Duende — https://pt.wikipedia.org/wiki/Duende

Leprechaun — https://pt.wikipedia.org/wiki/Leprechaun

Goblin — https://pt.wikipedia.org/wiki/Goblin

Goblins Pottermore — https://www.pottermore.com/explore-the-story/goblins

Diferença entre Gnomos e Duendes na Magia, escrito por Alana Alencar — http://otemplointeriordabruxaria.blogspot.com/2011/09/diferenca-entre-gnomos-e-duendes.html

A Senhora da Magia, as Brumas de Avalon — Marion Zimmer Bradley

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