O Sonho de um Homem Ridículo
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Baseado na obra de Dostoiévski, uma jornada pela natureza humana

SOU UM HOMEM ridículo. Agora já quase me têm por louco. O que significaria ter ganho em consideração, se não continuasse sendo um homem ridículo. Mas eu já não me aborreço por causa disso, agora já não guardo rancor a ninguém:

A história começa com o narrador vagando pelas ruas de São Petersburgo. Ele devaneia acerca da sua vida no que afirma para si mesmo que ele sempre foi uma pessoa ridícula, reflete também sobre como recentemente ele chegara à conclusão de que nada mais importava para ele. É esta revelação que o leva à ideia de suicídio. O narrador da história revela que ele havia comprado um revólver no mês anterior, com a intenção de atirar na própria cabeça.

Apesar de uma noite triste, o narrador olha para o céu e vê uma estrela solitária. Pouco depois de ver a estrela, uma menina vem correndo na direção dele. O narrador supõe que algo está errado com a mãe da menina. Ele não dá atenção a menina, que está desesperada, e fala pra ela ir pedir a ajuda de outra pessoa com um tom de voz exasperado, e em seguida vai para seu apartamento.

Uma vez em seu apartamento, o narrador afunda-se numa cadeira e coloca a arma na mesa ao lado dele. Ele hesita em atirar-se por causa de uma sensação incômoda de culpa que o atormentava desde que ele se desviava a moça, negando-a auxílio. O protagonista lida com questões internas por algumas horas antes de adormecer na cadeira. Ao dormir, ele tem para um sonho muito vívido.

Dostoiévski com sua maestria, escreveu um conto onde mostra um personagem que resolveu se matar por estar cansado das pessoas, da miséria, da dor, da maldade, do escárnio, da luxuria, da loucura, da ambição e do desprezo do mundo. Um vazio existencial onde ele deseja que o mundo acabe, nada mais faz sentido nas próprias ações, e nas ações das pessoas, e então, a brilhante ideia: se eu me matar, o mundo acabará, pelo menos para mim.

Na noite fatídica, quando ele tem a certeza e a coragem para se suicidar, uma menina pede-lhe ajuda, e surpreendentemente, o personagem se sente tocado por aquela imagem. Mas como ele pode sentir compaixão pela criança, se ele não se importa mais com o mundo nem com ninguém?

Uma vez em seu apartamento, o narrador afunda-se numa cadeira e coloca a arma na mesa ao lado dele. Ele hesita em atirar-se por causa de uma sensação incômoda de culpa que o atormentava desde que ele se desviava a criança, negando-a auxílio. O protagonista lida com questões internas por algumas horas antes de adormecer na cadeira. Ao dormir, ele tem para um sonho muito vívido:

No sonho, ele atira no coração. Ele morre, mas ele ainda está consciente de seu entorno. Ele reúne a existência de um funeral, e ele também está enterrado. Após um período de tempo indeterminado em seu túmulo frio, a água começa a escorrer para baixo em suas pálpebras. O protagonista-narrador pede perdão. De repente, seu túmulo é aberto por uma figura desconhecida e obscura. Esta figura o resgata de seu túmulo, e, em seguida, os dois voam pelo céu e no espaço. Depois de voar pelo espaço por um longo tempo, o narrador é depositado em um planeta muito parecido com a Terra, mas não a Terra que ele deixara por suicídio.

O personagem é colocado especificamente no que parece ser na literatura judaico-cristã, a terra antes da queda adâmica, ou uma idílica ilha grega. Logo, os habitantes da ilha o encontram, e eles estão felizes, felizes como pessoas sem pecado. O protagonista vive nesta utopia (uma imagem de um paraíso) por muitos anos, o tempo todo impressionado com a bondade ao seu redor, todos os homens vivem em união, compaixão, e amando um aos outros.

Um dia, o narrador começa a ensinar aos outros habitantes coisas como a mentira. Nisto começa a corrupção no paraíso. As mentiras geram orgulho, e o orgulho gera uma avalanche de outros pecados. Logo, o primeiro assassinato ocorre. As facções são feitas, as guerras são travadas. A ciência suplanta a emoção, e os membros da antiga utopia são incapazes de lembrar da sua felicidade anterior. O narrador se invoca contra o povo, ele implora por martírio, o que não ocorre. Antes um paraíso, agora a terra está desolada, cheia de morte e crime, e os homens presos em uma escuridão de morte e egoísmo.

Então ele acorda, um homem mudado, completamente grato pelo dom da vida. Ele resolve passar o resto de seus dias pregando a verdade. E compreende que sua principal lição na terra é a de amar aos outros como a si mesmo.

A consciência da vida é superior à vida, o conhecimento das leis da felicidade — é superior à felicidade. É contra isso que é preciso lutar! E é o que vou fazer. Basta que todos queiram, e tudo se acerta agora mesmo. E, quanto àquela menininha, eu a encontrei… E vou prosseguir! E vou prosseguir!

Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski foi um grande nome existencialista. Nascido na cidade de Moscou (Rússia) em 11 de novembro de 1821, foi considerado por críticos como um dos nomes mais influentes na literatura e filosofia existencial. Fiódor defendeu a liberdade individual, subjetividade e responsabilidade do ser humano. Dostoiévski também foi considerado um dos maiores romantistas do século XIX. Suas principais obras literárias são: Gente Pobre (1846); O sonho do príncipe (1859); Humilhados e ofendidos (1861); Recordações da Casa dos Mortos (1862); Memórias do Subsolo (1864); Crime e Castigo (1866); O Jogador (1867); O Idiota (1869); Os adolescentes (1875); Os Irmãos Karamazov (1881).

O segredo da existência não consiste somente em viver, mas também em saber para que se vive

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